Tecnologia Cobrança sem parada dos veículos, ‘free flow’ deve iniciar operação em 1º de julho, com a tarifa de R$ 38,70 dividida em dois trechos
Imagem Ilustrativa/Divulgação

Matéria atualizada às 8h50 desta sexta-feira (12)
A concessionária Ecovias iniciou a fase de testes do pedágio eletrônico (free flow), novo sistema de cobrança sem cancelas, no SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes). A empresa realiza a avaliação da tecnologia no km 33 da Rodovia Anchieta e no km 29 da Rodovia dos Imigrantes, em ambos os sentidos, sem cobrança para os motoristas nesse estágio. Após essa etapa, as estruturas substituirão as atuais praças de pedágio com cabines, situadas no km 32 da Imigrantes e 31 da Anchieta. Com a implantação do pedágio eletrônico, os antigos pontos da descida da Serra deixarão de exercer a atual função de cobrança. No entanto, a estrutura física será mantida temporariamente para apoio operacional e para a segurança viária durante o período de transição. Após essa fase, ela será removida.
A cobrança deve começar oficialmente a partir de julho, com tarifa de R$ 38,70 dividida em dois trechos: R$ 19,35 na subida e R$ 19,35 na descida. No pedágio convencional, o motorista paga R$ 38,70 apenas na descida, mas não há cobrança na subida. Segundo a concessionária, a implantação do pedágio eletrônico representa uma modernização no SAI e foi planejada para proporcionar uma viagem mais fluida. Entre os benefícios esperados estão a eliminação das filas para pagamento, a cobrança sem necessidade de parada dos veículos, a redução do risco de acidentes nas áreas de cobrança e o reforço às ações de fiscalização viária e segurança pública. BENEFÍCIOS A concessionária explica que a fase de avaliação é necessária para assegurar a confiabilidade do sistema e a melhor experiência aos motoristas. “Esta etapa tem como objetivo validar o funcionamento da tecnologia em condições reais de tráfego. O sistema passa por testes para aferir a leitura de tags e placas e preparar a transição para o novo modelo de cobrança”, afirma Ronald Marangon, diretor superintendente da Ecovias. Ainda segundo a empresa, o pedágio utiliza tecnologia mais avançada de identificação veicular atualmente aplicada em sistemas de cobrança de fluxo livre no Brasil e no exterior. O conjunto é composto por câmeras, sensores e antenas capazes de identificar automaticamente os veículos por meio da leitura de placas e tags eletrônicas, inclusive em condições de alta velocidade, neblina ou tráfego intenso. MULTAS SUSPENSAS No final de abril, o Ministério dos Transportes e o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) anunciaram a suspensão por 200 dias das multas por não pagamento do pedágio eletrônico. Com isso, cerca de 3 milhões de infrações emitidas foram canceladas nas rodovias do País. Após esse prazo, em 17 de novembro, as cobranças voltarão, caso não haja pagamento do valor. A medida também vale para os condutores que já tinham multas antes da divulgação da suspensão. A advogada especialista em trânsito, Adriana Franzin Bettin, acredita que a suspensão por 200 dias foi realizada, principalmente, pela necessidade de orientação sobre o sistema. “ O sistema free flow é inovador, mas ainda falta orientação aos condutores, como, por exemplo, a forma de acessar os boletos ou sobre os pagamentos. Por isso tivemos a Deliberação 277 do Contran (com a suspensão das cobranças)”. A especialista diz acreditar que com orientações e sinalizações colocadas ao longo das rodovias, em placas, por exemplo, não haverá prejuízos para os condutores. Adriana também reforça a necessidade de auxílio a pessoas não familiarizadas com tecnologia. “O governo e as concessionárias precisam entender qual público atingem. Há pessoas que não têm facilidade, acessam sites e não conseguem encontrar o caminho para realizar o pagamento, por exemplo. É preciso divulgar um caminho de acesso prático para evitar que o condutor seja penalizado, pois o Estado tem obrigação de passar informações corretas”, finaliza. LEIA MAIS: Pórtico do free flow começa a ser instalado no km 33 da Anchieta
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