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CVC Corp sofre para recuperar reputação após declínio no 1º trimestre

Companhia corre contra o tempo para apresentar bons resultados depois dívida líquida disparar 137% e consumo de caixa chegar a R$ 122 milhões

Beatriz Mirelle
12/06/2026 | 09:00
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Claudinei Plaza 27/12/23
Claudinei Plaza 27/12/23 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A poucas semanas do encerramento do segundo trimestre, a CVC Corp luta para tentar melhorar os resultados e conseguir reverter a deterioração simultânea da margem, caixa e endividamento que apresentou nos primeiros três meses deste ano. O balanço mais recente da companhia mostra que a dívida líquida teve alta de 137% na comparação com o quarto trimestre de 2025 e fechou março em R$ 241,8 milhões. O resultado gerou reação imediata do mercado assim que os dados foram divulgados e a ação caiu 17,37% na intradia do pregão. 

O consumo de caixa operacional foi de R$ 53,2 milhões no primeiro trimestre de 2025 para R$ 121,6 milhões na mesma época deste ano, o que representa aumento de 128,6%. Todo esse cenário enfraquece a reputação da companhia, que precisa redefinir estratégias para agradar o mercado, de acordo com especialista.

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Documentos internos da CVC Corp aos quais o Diário teve acesso informam que o atual desempenho combinou elementos que “raramente aparecem juntos em uma companhia listada saudável”. 

O economista Leonardo Baldez, fundador do Grupo ISF Soluções Financeiras, avalia que o aumento expressivo da dívida líquida e do consumo de caixa acende um sinal de alerta porque afeta diretamente a confiança do mercado na capacidade de geração de valor da companhia. 

“Quando uma empresa apresenta crescimento da alavancagem acompanhado de uma deterioração do caixa operacional, os investidores passam a questionar a sustentabilidade financeira no médio prazo. A queda das ações mostra que o mercado reagiu à percepção de aumento do risco.”

Segundo ele, em empresas de capital aberto, a reputação está diretamente ligada à previsibilidade dos resultados. Também destaca que, mesmo se o próximo trimestre tiver resultado positivo, não será suficiente para recuperar completamente a confiança dos investidores. “Para reconstruir credibilidade, a companhia precisará demonstrar consistência ao longo de vários trimestres. O investidor quer evidências de que os problemas identificados no primeiro trimestre foram circunstanciais, não estruturais.”

A CVC Corp usou a instabilidade geopolítica internacional para explicar a demissão de 100 profissionais em maio e realizou novos cortes no início de junho apesar de dizer que novas mudanças não estavam no radar. Questionada pelo Diário sobre todo o panorama, a companhia, que tem sede em Santo André, se limitou a dizer que as recentes medidas não se tratam de “nova reestruturação”. “Foram cortes pontuais, que já estavam previstos, mas que não puderam ser realizados anteriormente pois os funcionários estavam ausentes.”




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