Ao volante SUV híbrido da GWM adota alimentação bicombustível, ganha mudanças importantes no conjunto mecânico e fica mais potente, mas sem perder o rodar silencioso
FOTO: Divulgação

O GWM Haval H6 entrou na linha 2027 (leia mais) e a principal mudança é a adoção da tecnologia flex. Vale para toda a gama - são cinco versões, no total. Portanto, as configurações híbridas convencionais e híbridas plug-in passaram a aceitar gasolina e etanol em qualquer proporção. Para a atualização, a engenharia da marca chinesa revisou e substituiu componentes do motor 1.5 turbo (antes, somente a gasolina), trabalhou a calibração e até modificou o câmbio.
O lançamento do modelo fabricado em Iracemápolis (SP) aconteceu em Brasília (DF), onde o Diário pôde rodar a bordo da configuração intermediária PHEV19, de R$ 250 mil (R$ 1.000 mais cara na comparação com o modelo 2026). O trajeto foi curto, dentro da cidade. Na prática, nem dá para perceber o foco da atualização, que consiste em proporcionar respostas mais rápidas e mais eficiência ao conjunto híbrido.

De fato, os números divulgados apontam melhora no desempenho. Com motor 1.5 turboflex e um propulsor elétrico dianteiro, alimentado por uma bateria de 19 kWh, a variante entrega os mesmos 326 cv de potência de antes. O torque combinado até caiu um pouco, de 55,1 mkgf para 54,5 mkgf. Em contrapartida, o carro ficou um pouco mais rápido. Afinal, faz de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos - antes, 7,6 s.
Interessante apontar que não houve apenas adaptações pontuais. A engenharia local revisou todo o conjunto, mas teve o cuidado de manter o comportamento dinâmico do SUV. Ao volante, o GWM Haval H6 flex transmite a sensação de evolução de um conjunto que já era forte em desempenho e refinamento. Principalmente porque a marca retrabalhou o câmbio DHT, de duas marchas, para gerar mais eficiência. Em uso urbano, as trocas ficaram mais naturais e o conjunto parece trabalhar com menos esforço nas retomadas.
Permanece a boa posição de dirigir e o ótimo trabalho das suspensões. O modelo usa McPherson na dianteira e multilink na traseira, conjunto que recebeu novo stop mecânico (deixa as batidas menos secas e reduz o incômodo de quem está a bordo) no fim do ano passado. A ideia era, de fato, reduzir o impacto seco, principalmente em um país com o asfalto tão ruim como o Brasil. Assim, o H6 mantém o rodar macio. Ponto para o isolamento acústico e para o controle da carroceria - nada de chacoalhões ou rolagem, mesmo com o pé judiando do acelerador.
Mais autonomia elétrica
Pela tela central (de 14,6 polegadas), o motorista pode mudar a prioridade de condução. O sistema híbrido opera de forma transparente. Contudo, o modo somente elétrico, evidentemente, não funciona quando a bateria está totalmente descarregada, pois é um plug-in e necessita de recarga externa.
Aliás, o PHEV19 avançou em autonomia elétrica e passa a oferecer até 77 km de alcance, conforme informado pelo padrão PBEV, do Inmetro, contra 73 km do modelo anterior. Ainda falando nisso, números apontam consumo urbano de 37,7 km/l (gasolina) e 25,8 km/l (etanol). Na estrada, faz, respectivamente, 30,6 km/l e 21 km/l.

O que oferece?
A lista de equipamentos do Haval H6 PHEV19 traz sistemas ADAS (condução semiautônoma) de nível 2+, head up display, quadro de instrumentos digital de 10,25", conectividade com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, bancos dianteiros ventilados com ajuste elétrico, sistemas de segurança ativa, câmera 540° e carregamento sem fio para celular. Teto solar panorâmico elétrico e porta-malas com abertura hands-free (mãos livres, em português), também estão no pacote, bem como rodas de 19" diamantadas, função V2L (gerador de energia) e sistema de som de nove alto-falantes com subwoofer e amplificador.
Há também atualizações remotas (OTA) e acesso à distância via aplicativo My GWM, que permite controlar funções como climatização remota, abertura e travamento das portas, localização do veículo, monitoramento do status da bateria, alertas de segurança e notificações em tempo real.
Cabe lembrar que nada mudou no carro desde sua atualização, em novembro. Na ocasião, as mudanças foram pontuais, com destaque para a nova grade frontal formada por 87 blocos em tom acinzentado e as barras de LEDs que avançam pelo para-choque dianteiro. Por dentro, também continuaram em cena o volante redesenhado e com aro mais grosso, e o novo console central. As rodas têm 19 polegadas.
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