Monitoramento Governo estadual anunciou estudo para instalação de equipamentos inteligentes no parque ainda em 2026
FOTO: Celso Luiz/DGABC

O Governo do Estado planeja implementar câmeras inteligentes integradas ao Muralha Paulista no Parque Estadual Chácara da Baronesa, localizado na divisa de Santo André com São Bernardo.
A área possui 340 mil m² e conserva uma grande extensão de vegetação. A iniciativa é uma parceria entre a Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística) e a SSP (Secretaria da Segurança Pública).
Além da região, outros 11 parques estaduais receberão novos sistemas de câmeras. A ação teve início nesta quarta-feira (10), no Parque Estadual Bruno Covas, na Zona Sul da Capital, com 22 equipamentos de monitoramento em 19 pontos estratégicos, definidos após estudos das secretarias. Nessa fase, a entrega completa está prevista para ser concluída em até 60 dias.
Após esse período, já numa segunda fase, a Chácara da Baronesa será incluída. A Semil confirmou que as análises e o mapeamento de instalação começam a partir de agosto, após a montagem no Bruno Covas. Por ainda não ter o estudo completo, o Estado não confirmou a quantidade de câmeras previstas no espaço do Grande ABC, nem o investimento. Contudo, a área deve receber a tecnologia de monitoramento do Muralha Paulista até o fim de 2026.
“A integração dos parques urbanos ao programa representa um avanço importante na gestão dessas áreas. Estamos incorporando tecnologia e inteligência para ampliar a segurança dos visitantes, fortalecer a proteção do patrimônio ambiental e tornar a atuação das equipes cada vez mais eficiente”, afirma o subsecretário de Meio Ambiente da Semil, Jonatas Trindade.
O Muralha Paulista opera câmeras interligadas, distribuídas entre leitores de placas, equipamentos de reconhecimento facial e dispositivos de monitoramento em tempo real. O objetivo é ter uma resposta mais rápida para ocorrências. Além disso, o sistema cruza dados com o Banco Nacional de Mandados de Prisão e utiliza reconhecimento facial para identificar automaticamente foragidos da Justiça.
Nesta quinta-feira (11), o Diário esteve no entorno do Parque Estadual Chácara da Baronesa, em Santo André, para falar com moradores do local. Alguns deles, que não quiseram se identificar alegando motivos de segurança, relataram que a área é constantemente alvo de consumo de droga, tráfico e roubos. Para os residentes, o parque requer mais atenção e reforço de segurança, além de equipamentos de filmagem.
Já a cozinheira Vera de Moura, 73 anos, observou que a implementação de câmeras no parque deve fortalecer todo o bairro. “Nos fins de semana, entra muita gente, inclusive escoteiros. Acredito que vai ajudar, sim, porque há muitos usuários de droga, inclusive dentro da área”, comentou a moradora. Ela também ressaltou que a GCM (Guarda Civil Municipal) faz rondas preventivas no local.
REVITALIZAÇÃO
O parque também está localizado às margens do Córrego Taioca. Em 14 de maio, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou R$ 116 milhões de investimento para canalizar 834 metros do afluente e intervenções de macro e microdrenagem.
O projeto também prevê a revitalização do entorno do córrego e melhorias na mobilidade. À época, o prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira (Cidadania), disse que essas mudanças trazem maior segurança para o bairro e aumentam a circulação de visitantes.
Cidades enxergam avanço com nova tecnologia no parque estadual
O secretário de Segurança Cidadã de Santo André, Igor Tanaka, considerou que a escolha da Chácara da Baronesa para integrar o Muralha Paulista se deve à extensa área de mata, o que gera uma falta de visibilidade em alguns pontos. Desse modo, a presença das câmeras pode ser um fator inibidor para criminosos, conforme relatou o gestor. “A tecnologia é sempre bem-vinda, vem para somar. Quando recebermos o contato (do Estado), montaremos nossas opções que achamos mais interessantes para a disponibilização das câmeras”, contou Tanaka. Segundo o secretário, são feitas rondas no local, seja da Polícia Militar ou GCM (Guarda Civil Municipal) durante todo o dia, mas a Muralha Paulista ajudará ainda mais no policiamento. “O que acontece nesse local, como em outros, é que há uma grande concentração de usuários de entorpecentes. Mesmo assim, vimos a diminuição de 15 roubos em maio de 2025 para quatro no mês deste ano”, concluiu. Em nota, a Prefeitura de São Bernardo também considerou um avanço. “Acompanhamos de forma positiva os estudos para ampliação. Representa avanço na integração entre municípios e Estado e poderá contribuir para uma resposta mais rápida e eficiente diante das ocorrências registradas na área.” LEIA MAIS:
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