Metal precioso A prata para julho teve ganhos de 6,20%, a US$ 67,97 por onça-troy, perdendo 1,6% semanalmente
FOTO: Freepik

O ouro encerrou em alta nesta sexta-feira (12) em meio a esperanças de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã, que pressionaram o dólar e diminuíram as expectativas por um aperto monetário pelo Fed (Federal Reserve). Apesar dos ganhos desta sexta, os metais ainda registraram perdas semanais.
Na Comex, divisão de metais da Nymex (bolsa de Nova York), o ouro para agosto encerrou em alta de 3%, a US$ 4.238,80 por onça-troy, perdendo 2,9% na semana. A prata para julho teve ganhos de 6,20%, a US$ 67,97 por onça-troy, perdendo 1,6% semanalmente.
O ouro operava em alta desde as primeiras horas do dia, ajustando os ganhos conforme as novidades sobre as negociações no Oriente Médio circulavam pelo mercado.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Irã de mentir sobre o memorando de negociações. Poucas horas depois, contudo, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, pediu o fim das especulações, afirmando que nunca estiveram tão próximos de um tratado, comentário compartilhado posteriormente por Trump em suas redes sociais.
Mesmo com persistentes divergências entre os lados, o noticiário indica avanço nas negociações e há expectativa do mercado pela reabertura do Estreito de Ormuz, o que enfraqueceu os preços do petróleo e o dólar. O Deutsche Bank aponta que os investidores reduziram as expectativas pela possibilidade de aumentos rápidos das taxas de juros pelo Fed ainda em 2026. Anteriormente, uma alta em dezembro era dada como certa, segundo a instituição.
Contudo, o TD Securities afirma que os metais preciosos continuam pressionados e com ganhos limitados frente ao nível ainda elevado dos juros dos Treasuries. "A estrutura frágil do acordo e os preços elevados da energia sugerem que os metais preciosos ainda não estão totalmente fora de perigo", alerta. Para o banco canadense, uma queda do ouro abaixo do nível chave de US$ 4 mil pode ser evitada caso as negociações sejam suficientes para manter os preços do petróleo em queda.
*Com informações de Dow Jones Newswires
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